Após o susto no primeiro dia útil do ano, com as Bolsas mundiais despencando – atenção para a China, onde o circuit breaker foi acionado após uma queda de 7%, e Alemanha onde o Índice DAX caiu mais de 4% – o mercado segue com um humor moderado.

É importante ver as coisas como elas são, e não como gostaríamos que fossem: os lucros das empresas no Brasil e no mundo estão diminuindo, a presidente tem pouca munição para aumentar gastos (embora deva fazê-lo de qualquer maneira, para tentar salvar o mandato), os juros estão em patamares absurdos e com viés de alta, o dólar não para de subir com relação ao real, a inflação galopa a uma velocidade quase incontrolável e a única maneira que o governo vê de fechar as contas é aumentando ainda mais os impostos e trazendo novos à tona.

No mundo, a situação tampouco é animadora. Bolha imobiliária na China, preços das ações não condizentes com a real situação do país e mais desvalorizações cambiais (alguns especialistas acreditam que o Yuan irá se depreciar muito ainda contra o dólar).

Nos EUA temos a participação dos trabalhadores no mercado de trabalho diminuindo, o dólar forte está acabando com as exportações e diminuindo os lucros das empresas globais, a renda real das famílias está estagnada, enquanto os preços de saúde, moradia, aluguéis e educação estão disparando. O FED de Atlanta, o mais certeiro nas previsões, cortou ontem sua estimativa para o crescimento do PIB no quarto trimestre de 2015, de 1,3% para apenas 0,7%, ou seja, o FED resolveu subir a taxa de juros justamente no período de menor crescimento da economia nos últimos anos!

Tensões no Oriente Médio, problemas na Síria e entre Irã e Arábia Saudita podem escalar.

Atentados na Europa, altos índices de desemprego e possíveis calotes (leia-se Grécia, novamente, além do novo companheiro, Porto Rico) não estão ajudando.

A crise que começou em 2007 teve seu ápice no final de 2008. Achamos que a crise que se iniciou em meados no ano passado terá repercussões fortes esse ano e talvez no próximo. Na verdade, achamos que a crise que se iniciou em 2007 ainda não terminou. Ela foi adiada com afrouxamento monetário e juros zero. Tendo dito isso, nossas expectativas não são as melhores.

Recomendamos cautela aos nossos investidores e uma boa posição em renda fixa e metais preciosos (ouro e prata físicos). Ontem vimos uma pequena amostra do que pode ocorrer, com as Bolsas despencando, enquanto o ouro subia mais de 3%.

Devemos nos preocupar em manter uma pequena posição em metais preciosos enquanto ninguém os quer. Quando todos os quiserem, a única certeza que temos é de que não haverá para todos.

 

 

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