Alta de Juros nos EUA

O quarto evento mais falado essa semana, atrás da Fabíola de Contagem, do Impeachment e de mais um downgrade do Brasil (desta vez, pela agência Fitch), acabou acontecendo exatamente como prevíamos: uma pequena alta de 0.25% na taxa de juros americana com um tom moderado da presidente Yellen.

Conseguimos prever com exatidão milimétrica todas as reuniões do FOMC, onde dizíamos que não haveria alta de juros, até há 6 semanas, quando mudamos de opinião e dissemos que o FED iria aumentar os juros em 25bps e vir com um tom não muito hawkish.

Os mercados caíram assim que foi anunciado o aumento na taxa de juros, mas logo reagiram e houve uma alta em praticamente todos os ativos de risco e no ouro, que subiu mais de 1% lá fora e quase 3% aqui no Brasil.

Acreditamos que os mercados ainda ignoram o maior efeito dessa pequena alta nos FED Funds: o enxugamento de liquidez. Além disso, novamente os mercados resolveram escutar somente o que eles queriam, e não consideraram a taxa de juros esperada de 1.4% para o final de 2016.

Quando o FED começou a subir os juros em 1994, 1999 e 2004, o dólar caiu. Claro, o que aconteceu no passado não é garantido que aconteça no futuro.

Achamos que o FED deveria ter subido os juros há anos, enquanto a economia suportava. Não achamos que esse seja o caso dessa vez…

Temos que ter em mente que haverá menos dólares em circulação na economia (pouca diferença esse ano, mas o mercado está precificando mais 4 altas nos FED funds para 2016, o que fará uma grande diferença) e que o Brasil acabou de sofrer mais um downgrade, tornando-se, oficialmente, junk!

Também, olhando para a situação do Brasil, onde não conseguimos ter um superávit e ainda há a possibilidade de a presidente nomear um Ministro da Fazenda à la Guido Mantega para se manter no poder com apoio popular, o que levaria a uma inflação ainda mais galopante e um dólar ainda mais alto, especialmente em um momento em que o mundo todo busca a moeda norte-americana!

Continuamos recomendando uma exposição física aos metais preciosos e distância de ativos de risco. Liquidez e segurança são as palavras-chave no momento.

 

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