Índia sobe o tom

Os acontecimentos na Índia nos últimos dias foram simplesmente chocantes. Mais chocante ainda foi a cobertura que tais eventos tiveram na mídia brasileira: zero!

O governo indiano resolveu “combater a lavagem de dinheiro” e proibir o uso das notas de maior denominação (1.000 e 500 rúpias, equivalentes a respectivamente a algo em torno de US$14 e US$7). E isso foi da noite para o dia! Com isso, vários indianos, que tinham dinheiro em casa, por não confiarem nos bancos, foram pegos desprevenidos com a notícia.

Mais uma vez, ontem, o governo surpreendeu e deu até o final do dia de ontem para que as notas de 1.000 e 500 fossem trocadas por denominações menores (esperava-se um prazo bem maior).

Não satisfeito, o governo quer taxar em até 60% as notas de alta denominação que foram depositadas nos bancos sem uma boa justificativa! Inacreditável!!!

Mais uma vez, um governo expropria sua população dos bens em nome de um “bem maior”. A guerra ao dinheiro tomou uma escala absurda na Índia esses dias. A próxima será a guerra ao ouro, já que grande parte das economias indianas são feitas por meio do metal, cujos preços , por sinal, dispararam em solo indiano, atingindo 2 vezes o preço do mercado internacional.

Suportados sempre por justificativas aparentemente legítimas, tais como o combate à lavagem de dinheiro e às organizações criminosas e terroristas, os governos de vários países vêm redobrando esforços na guerra ao dinheiro. O objetivo final é tornar todas as liquidações de transações comerciais em puramente eletrônicas. Isso, num primeiro momento, pode até soar como uma boa ideia, dada a agilidade, segurança e praticidade atribuíveis a essa mudança. No entanto, automaticamente municiam-se os governantes com informações e controle sobre as vidas de todos os cidadãos, que se tornam, assim, mais facilmente ainda mais vulneráveis a manipulações e monitoramento. Ou seja, adeus à liberdade.

Preparem-se, os governos se escondem por trás de argumentos paternalistas para subtrair riquezas de seus cidadãos.

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